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[FICHA: HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS]

>>> postado originalmente no J’adore le Cinéma


[BATE-PAPO COM CAIO BLAT 23/03/2010 ÀS 17H00]

>>> postado originalmento no UOL, em 23 de março de 2010.

[O CHATO DE SER ADULTO]

>>> postado originalmente no blog Mídia Cidadã, por Michel Carvalho, em 18 de março de 2010.

Com um nome que parece mais uma epígrafe, Histórias de amor duram apenas 90 minutos, primeiro filme de Paulo Halm, é o retrato de uma geração que tarda a amadurecer, assumir responsabilidades e só pensa em sexo. Estrelado por Caio Blat, o longa conta a história de Zeca, um escritor frustrado, que há anos trabalha num livro que não passa da página 50.

Zeca tem 30 anos, mas age como se fosse um adolescente, vivendo às custas da herança da mãe. Ele mora com Júlia (Maria Ribeiro), uma mulher inteligente, ambiciosa e muito independente. A relação dos dois é marcada pela incompatibilidade, particularmente em termos de objetivos na vida. Para piorar a situação, o aspirante a escritor acredita que sua companheira o está traindo com outra mulher, a sedutora Carol (Luz Cipriota).

Incapaz de escrever uma linha sequer, Zeca se sente o pior dos seres humanos. Nesses momentos, ele procura seu pai (Daniel Dantas), que não alivia e o pressiona para finalizar logo o livro. Os diálogos entre os dois são tensos, cheios de cobranças e comoção. O bloqueio criativo de Zeca se agrava quando Carol se torna uma obsessão, que ele não consegue tirar da cabeça. Enquanto isso, o relacionamento com Julia esfria e o rapaz não sabe o que fazer.

O primeiro longa de Paulo Halm é uma comédia romântica e moderna, que se situa entre a banalidade e a reflexão, bem ao estilo cool de algumas produções independentes americanas. O filme tem um quê de sensual, com várias cenas de cama, aliás, a atriz argentina que interpreta Carol está perfeita (em todos os sentidos). O fato de Caio Blat e Maria Ribeiro serem casados na vida real também ajuda na busca de naturalidade.

Alguns detalhes prejudicam o ritmo do filme, como a narração de Zeca que se torna um pouco cansativa e desnecessária. Além disso, Histórias de amor duram apenas 90 minutos merecia um desfecho mais criativo, sem soluções baratas. Parece que o diretor também sofreu com a falta de imaginação, assim como seu protagonista.

Recentemente o ator e também diretor Selton Mello afirmou que pretende que seu novo filme O Palhaço alcance as pessoas que admiram seu trabalho. Isso porque seu primeiro longa na direção, Feliz Natal, teve uma carreira muito breve no cinema, apesar de aclamado pela crítica. Esses problemas na hora da distribuição impedem que surpresas como Histórias de amor duram apenas 90 minutos alcancem um público maior. Para se ter uma idéia, o longa está sendo exibido só em oito salas. Realmente, é uma pena, pois é uma hora e meia de diversão garantida.

[3PERGUNTAS PARA CAIO]

>>> postado originalmente em Veja SP, por Miguel Barbieri Jr, em 17 de março de 2010.

[HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90MINUTOS na Veja SP]


[HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90MINUTOS]

>>> postado originalmente em “Papel quadriculado”, por Deborah, em 16 de março de 2010.

[HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS]

>>> postado originalmente no Cinemaorama, por Pedro Tavares, em 15 de março de 2010.

[CAIO BLAT AMADURECE COM "HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS"]

>>> postado originalmente em Guia da Folha online, em 15 de março de 2010.


[JOGO DE FANTASIA E REALIDADE COM VIÉS DOCUMENTAL]

>>> postado originalmente no “Estadão”, por Luiz Zanin Oricchio, em 12 de março de 2010.

Histórias de Amor Duram Apenas 90 minutos é o título do primeiro longa-metragem de Paulo Halm, conhecido roteirista do cinema brasileiro. Pepê, como a turma o chama, constrói uma história interessante em torno da crise de amadurecimento de um jovem de 30 anos. Quem é ele? Zeca (Caio Blat), candidato a escritor, que ainda vive da mesada do pai e não se decide a terminar um romance encruado. Zeca mora com a beldade Júlia (Maria Ribeiro). Caio e Maria são casados na vida real.

(Trailer)

Pode-se desejar (e supor) que a relação dos dois na realidade não seja tão tumultuada quanto na ficção. Nesta, Caio é meio infantil, como tantos adultos que chegam à maturidade etária. Não consegue se decidir por uma profissão e vive em atrito com o pai, o bibliófilo vivido por Daniel Dantas, que só tem uma palavra de ordem para o filho: “Termine o seu livro.” Um bom conselho, afinal. Júlia é uma mulher ambiciosa, prática e liberada. Faz pós-graduação e seu sonho é um doutorado em Paris. Para complicar a situação do casal, surge entre os dois um tsunami hormonal que atende pelo nome de Carol (a argentina Luz Cipriota).

O filme tem clima. Segue o padrão de narrativa em off do protagonista, que conta ao espectador seus desacertos na vida. Joga bem com o lado documental ao sair para as ruas e registrar um Rio de Janeiro muito vivo, sensual e efervescente. São boas sacadas. Outro aspecto interessante é o jogo entre a realidade e a fantasia, com um narrador inseguro que especula sobre a verdadeira natureza das relações entre Ana e Carol. Enfim, há também muita sensualidade em jogo, e encenada sem mau gosto, ao evitar a linguagem publicitária associada ao sexo.

Por outro lado, a conclusão do rito de passagem de Zeca parece meio automática e abrupta. Afinal, trata-se de um homem chegando à casa dos 30 anos em meio a um casamento tempestuoso e com uma vocação problemática de escritor em pendência. Escrever é lidar com o simbólico e, na situação de Zeca, talvez apenas a simbolização de tudo que o aflige (o pai, o casamento, a amante, o sexo em si e a questão profissional) pudesse salvá-lo. Seria de supor que uma questão trabalhasse a outra de forma mais próxima, mas talvez por exigência da fluidez narrativa elas aparecem um tanto desconectadas.

Serviço
Histórias de Amor Duram apenas 90 Minutos (Brasil/ 2010, 94 min.) – Drama. Direção: Paulo Halm. 16 anos. Cotação: Bom

[GUIA DA SEMANA: HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS]

>>> postado originalmente no Guia da Semana, Cinema (SP), em 12 de março de 2010.

[90 MINUTOS?]

>>> postado originalmente em Estadão/Blogs, por Marcelo Rubens Paiva, em 12 de março de 2010.


[SENSIBILIDADE AOS TROPEÇÕES]

>>> publicado originalmente na Revista Programa JB, em 12 de março de 2010.


[CAIO BLAT E MARIA RIBEIRO FALAM SOBRE PARCERIA EM LONGA METRAGEM]

>>> postado originalmente no R7, em 12 de março de 2010.

[SEMANA RECHEADA DE FILMES DE ACORDO COM O SEU GÊNERO]

>>> publicado originalmente em O Fluminense, em 12 de março de 2010.


[ESTREIA FILME BRASILEIRO "HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS]

>>> postado originalmente em Kboing,em 12 de março de 2010.

[CINE PLAYERS]

>>> postado originalmente em Cine Players,em 12 de março de 2010.


["HISTÓRIAS DE AMOR..." TENTA UNIR ROMANCE COMÉDIA E DRAMA]

>>> postado originalmente no Uol Cinema – Últimas Notícias, por Reuters, em 11 de março de 2010.

[ESTREIAS - HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS E LEMBRANÇAS]

>>> postado originalmente no blog do Rubens Ewald Filho, em 11 de março de 2010.


[CAIO BLAT DIZ QUE NÃO VAI DAR BEIJO TÉCNICO NA ESPOSA]

>>> postado originalmente no Vooz, em 11 de março de 2010.

[HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS. Bons roteiros duram mais. O roteirista Paulo Halm estreia na direção de longas cercado de elogios]

>>> publicado originalmente no O Globo, Segundo Caderno, por Robrigo Fonseca, em 11 de março de 2010.

[PANORAMA DO CINEMA NACIONAL]

>>> postado originalmente no Zero Hora Online, em 11 de março de 2010.


[MÔNICA BERGAMO]

>>> publicado originalmente na “Folha de São Paulo”, na coluna da Mônica Bergamo, em 11 de março de 2010.


[OPINIÃO: HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS]

>>> postado originalmente no Laskakumbuka, por Janaina Pereira (Cinemmarte), em 11 de março de 2010.

[AOS HOMENS QUE JÁ SOFRERAM POR UMA MULHER]

>>> publicado originalmente na em “O Globo”, na Coluna Gente Boa de Joaquim Ferreira dos Santos, em 10 de março de 2010.

[CAIO BLAT E MARIA RIBEIRO PARTICIPAM DE PRÉ-ESTREIA]

>>> postado originalmente na Salada Cultural, em 10 de março de 2010.

[VEZ DOS PAULISTAS: Caio Blat e Maria Ribeiro fazem pré-estreia do seu filme em Sampa]

>>> postado originalmente em O Fuxico, em 10 de março de 2010.

[CAIO BLAT E MARIA RIBEIRO LANÇAM FILME JUNTOS]

>>> postado originalmente em Famosidades, em 10 de março de 2010.

[CASADOS, CAIO BLAT E MARIA RIBEIRO FAZEM CENAS DE SEXO EM FILME]

>>> postado originalmente no Extra online, Sessão Extra,em 10 de março de 2010.

[NOSSA GERAÇÃO TEM DIFICULDADE DE CRESCER E QUEBRARA CARA]

>>> postado originalmente no Cineclick UOL,em 10 de março de 2010.


[Heloisa Tolipan]

>>> publicado originalmente no Caderno B do Jornal do Brasil, na coluna de Heloisa Tolipan, em 10 de março de 2010.


[CAIO BLAT E MARIA RIBEIRO EM PRÉ-ESTREIA]

>>> postado originalmente no Portal Caras, em 09 de março de 2010.

[Barbara Paz e Christine Fernandes conferem pré-estreia do filme]

>>>postado originalmente no Yahoo Buzz, em 09 de março de 201o.

[TE CONTEI]

>>> postado originalmente em Te contei, em 09 de março de 2010.



[CAIO BLAT E MARIA RIBEIRO: CASAL DENTRO E FORA DA TELA]

>>> postado originalmente em O Dia Online – Diversão & TV, em 09 de março de 2010.


[HISTÓRIAS DE AMOR]

>>> postado originalmente em O Fuxico, em 09 de março de 2010.

[ANCELMO GOIS]

>>> publicado originalmente em “O Globo”, na coluna  de Ancelmo Gois, em 08 de março de 2010.


[SEXO A GENTE FAZ EM CASA]

>>> postado originalmente em Época Online, em 05 de março de 2010.


[MUITO CINEMA]

>>> postado originalmente no blog da Martha Medeiros, em 22 de janeiro de 2010.

Segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Muito cinema

Olá!

Em véspera de entrega do Oscar, fala-se muito em cinema, então vamos lá. Estou ansiosa pra ver EducaçãoUm Homem Sério. Incrivelmente, ainda não assisti aAvatar, não sei que travação é essa que me deu. Nunca fui fã de filmes  fantasiosos, não me deslumbro com 3D e acho uma chatice filmes muito longos, mas, ainda assim, é sabido que Avatar já nasceu clássico, então por que não testemunhar esse momento histórico que James Cameron está proporcionando aos cinéfilos? Vou ter que ir, raios.

*

Enquanto isso, andei assistindo 4 filmes que podem ser catalogados de ”comédias românticas”, aquele gênero que faz os rapazes grunhirem. Um dos filmes me pareceu bem fraco, gostei bastante dos outros dois e o último foi uma surpresa adorável. A eles:

Idas e Vindas do Amor, recém estreado. O grande atrativo do filme é a constelação de estrelas do elenco, entre elas Shirley McLaine, Julia Roberts. Jamie Foxx, Anne Hathaway, Bradley Cooper, Jennifer Garner, Ashton Kutcher e outras feras de igual ou maior calibre. O roteiro mostra 10 pessoas, entre homens e mulheres, vivendo seus encontros e desencontros no Dia dos Namorados (o filme chama-se, no original, Valentine´s Day). Well, well. Eu diria que é um filme para adolescentes de 14 anos – e olhe lá. Tudo muito bonitinho, mas pueril à beça. Telecine pipoca para ser assistido às quatro da tarde, na tevê. Essa história de juntar muita gente graúda no mesmo elenco é quase sempre uma arapuca: cada um aparece, no máximo, durante 15 minutos na tela (divididos em três ou quatro cenas de míseros minutos cada uma) e isso, lógico, impede a construção de um personagem que tenha alguma consistência. São duas horas de participações especiais, com os atores e atrizes apenas dando o ar da sua graça. Prefiro vê-los um de cada vez, cravando os dentes em seus papéis com mais paixão.

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500 Dias Com Ela: demorou, mas fui. Ainda estava em cartaz no Rio. Também incluo na categoria ”filme para adolescente” (pois é, prefiro temas mais maduros, nasci velha) porém com um roteiro mais engenhoso do que a maioria das comédias desse estilo e com bem mais originalidade, já que não se trata de um roteiro condenado ao happy end tradicional. Bons diálogos, sutilezas bem conduzidas, um par de atores que foge do estereótipo lindos de morrer, uma trilha sonora esperta e um clima vintage que dá ao filme um ar retrô e moderno ao mesmo tempo. Aprovado.

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Caramelo. Assisti a essa produção franco-libanesa no DVD. Já haviam me dito que era um filme delicado, e é mesmo. Dirigido por Nadine Labaki, mostra a vida de cinco mulheres que trabalham no mesmo salão de beleza. Uma é amante de um homem casado. Outra é uma mulher que não suporta a ideia de envelhecer e se expõe em situações humilhantes. Outra tem uma levada gay, sente-se atraída pelas freguesas. Outra está de casamento marcado, mas não tem coragem de contar para o noivo que não é mais virgem. E a quinta mulher é uma senhora que desistiu da própria vida para ficar cuidando da irmã mais velha, que é mentalmente perturbada. Pode parecer um filme melancólico, mas ele é apenas sensível, e “apenas” aqui nem se justifica, porque é de uma sensibilidade enorme, e com pitadas de um humor bem feminino. Todos os personagens transmitem a dificuldade de convivermos com nossa solidão mais interna e invisível. Gostei demais.

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Por fim, uma obra que ainda não estreou. Fiquem de olho: dia 19 de março entrará em cartaz Histórias de Amor duram apenas 90 minutos, filme brasileiro dirigido por Paulo Halm, que é muito conhecido por ser roteirista dos bons - é dele o roteiro, entre outros, do Pequeno Dicionário Amoroso, delícia de filme também. Estreando agora como diretor, Halm nos oferece uma pequena pérola. Um filme despretensioso, sensual e divertido. É a história de um escritor de 30 anos em crise de criatividade, crise no casamento, ou seja, crise existencial completa, um sujeito errante que não consegue terminar um livro já iniciado e que passa as tardes à toa vagando pelas ruas do Rio de Janeiro, sobrevivendo com a grana que a mãe, já falecida, deixou. Caio Blat dá credibilidade absoluta ao papel, e com ele contracena Maria Ribeiro, sua mulher (no filme e na vida real) cabeça feita, independente, focada, batalhadora. Pra fechar o triângulo – tinha que ter um triângulo – entra em cena a linda Luz Cipriota, uma atriz argentina que interpreta a melhor amiga da mulher do escritor. Ele, com a perigosa cabeça vazia, oficina do diabo, jura que elas são mais que amigas, que são amantes, ideia que o deixa ao mesmo tempo enlouquecido, fascinado, mais perdido do que nunca esteve.

A história pareceu confusa? Pois é de uma simplicidade comovente. O trio tem total domínio de seus papeis e das emoções contraditórias que estão vivendo, mas os momentos de que mais gostei foram os desabafos do jovem escritor com seu pai, uma relação de amor e ódio magnificamente interpretada por Caio e pelo sempre excelente Daniel  Dantas.

Idas e Vindas do Amor custou 56 milhões de dólares, e Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, mero 1 milhão de reais, e isso fortalece minha opinião de que o mais importante de um filme, seja ele americano, libanês ou brasileiro, é um roteiro bem construído e que conquiste a plateia sem muito malabarismo. Imagino que Caio Blat, Maria Ribeiro, Daniel Dantas e Luz Cipriota tenham trabalhado por cachês simbólicos, mas acreditaram no filme, sabiam a razão pela qual estavam ali – não fizeram “participação afetiva”, nota-se que ficaram realmente seduzidos pela história que estavam contando. Talento, leveza e um bom projeto: difícil não funcionar. Pra mim, que não esperava nada, que não havia escutado nenhum comentário anterior, que apertei o play sem expectativa alguma, foi uma agradabilíssima surpresa. Não foi uma tarde à toa.

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Beijão!

[CAIO BLAT FALA SOBRE O FILME QUE FEZ COM A MULHER, MARIA RIBEIRO]

>>> publicado originalmente no O Globo – RJ – Online, em 07 de fevereiro de 2010

[DOIS SUCOS DE LIMÃO E A CONTA... Com Caio Blat]

>>> publicado originalmente em Revista O Globo, em 24 de janeiro de 2010, por Mauro Ventura

[ACONTECEU EM WOODSTOCK E HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS]

>>> postado originalmente no Blog da Flavia, em 08 de dezembro de 2009.


[PAULO HALM: Roteirista tarimbado estreia como diretor com "Histórias de amor duram apenas 90 minutos"]

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>>> postado originalmente na Página do Cinema, em 24 de novembro de 2010.

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Paulo Halm tem estrada no cinema. De roteirista, chegou a diretor, após “ralar muito”, segundo palavras dele próprio, em diversas etapas de um filme: desde sua concepção até a produção. Mas depois de ficar um tempo na “geladeira”, resolveu realizar seu sonho: escrever e dirigir o próprio longa-metragem.

“Histórias de Amor Duram Apenas 90 minutos”, resultado da sua primeira experiência como diretor, disputou a Premiére Brasil do Festival do Rio de 2009 e chega às telas brasileiras em 2010. Nesta entrevista, Paulo Halm fala sobre o filme, além de como iniciou a sua carreira no cinema e suas influências cinematográficas. .

Quando você decidiu trabalhar com cinema?

Sou formado em cinema pela UFF e trabalho na área desde a década de 80. Mas antes disso, na época do colégio, já tinha interesse em cinema. Eu tinha um cineclube no colégio, onde passávamos filmes tão díspares e inusitados como “Matou a Família e Foi ao Cinema”, de Julio Bressane, “A Noite do Espantalho”, de Sergio Ricardo, ou “São Bernardo”, do Leon Hirzsmann, e claro, o meu preferido, “Marcelo Zona Sul”, de Xavier de Oliveira. Eu e meus colegas de colégio fizemos um curso de cinema brasileiro, promovido pela Embrafilme, ministrado pelo crítico Djean Magno Pellegrinni, que me fez conhecer Humberto Mauro, Anselmo Duartr, Nelson Pereira dos Santos e. Glauber, muito antes de entrar na faculdade. Com 16 anos já tinha visto boa parte dos clássicos do cinema novo, graças a esse curso e também a essa atividade cineclubista. Quando fiz o vestibular já tinha claro que queria fazer cinema – para desespero dos meus pais, que acharam isso uma loucura, algo improvável para alguém como eu, que vinha de uma família de baixa classe média suburbana. Talvez por esse perfil econômico, eu tenha também decidido desde cedo me fixar num campo do cinema em que pudesse trabalhar e me remunerar. Como sempre escrevi, entendi que o setor da atividade cinematográfica no qual eu poderia render mais seria justamente escrevendo roteiros. Mas antes de virar roteirista eu fiz muita coisa, fui assistente de produção, assistente de direção e ralei muito em set. Cheguei à direção do longa não por acaso nem por sorte, mas dentro de uma sólida carreira profissional.

Como surgiu o roteiro deste filme?

Eu costumo dizer que o roteiro surgiu porque eu estava desempregado. Como sou roteirista profissional, estou sempre envolvido com os filmes dos outros, e nunca me sobrava muito tempo para me dedicar às minhas coisas. E eu sempre quis dirigir um longa. Mas sabia que para isso eu teria que ter um projeto economicamente viável, pois enquanto estreante, eu não teria um orçamento muito alto. Além disso, de tanto alugar minha cabeça para terceiros, eu acabava ficando meio “vazio” de histórias. Em 2002, calhou de eu ficar um bom tempo “na geladeira”. Então, de uma só tacada, escrevi três roteiros, um deles era o de “Histórias de Amor Duram Apenas 90 minutos”. (…) (Continue lendo esta entrevista aqui)

[MISTURA CAIORIOCA: Jockey Clube de Cinema]

>>> Postado originalmente no Guia Show e Lazer do Jornal O Dia, em 23 de novembro de 2009.

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[HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS, de Paulo Halm]

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>>> Postado originalmente no Blog da Primeiro Plano- Festival de Cinema de Juíz de Fora e Mercocidades, por Igor Oliveira, em 30 de outubro de 2009.

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Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos não tem sutileza em quebrar a quarta parede que o separa do espectador. O título que estabelece a duração do filme, a narração em off (que justifica um flashback logo no início da trama) se dirigindo diretamente a quem o assiste, o uso de técnicas de animação em determinada cena. São artifícios que estabelecem imediatamente a cumplicidade que o protagonista busca no público. Porém, o interesse em acompanhar as dúvidas do escritor Zeca pouco tem a ver com o carisma do personagem. Ele é suscitado principalmente por dois fatores. O primeiro é a ênfase com que o filme lembra da própria ficcionalidade, atraindo mais pela curiosidade em saber como será o desenrolar de uma história de humor negro do que por algum possível envolvimento com os personagens. O segundo é a interpretação de Caio Blat. Sem poder escapar da esterilidade emocional do filme, buscando mais a comicidade do que o drama (e às vezes no próprio drama), o ator mostra Zeca como um homem ocioso, confuso e covarde, mas sem cair no ridículo (exceto quando justificado pela cena) ou apelar para a canastrice, que poderia ser uma saída fácil para provocar risos e atrair ainda mais a atenção do público.

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Diferente da sua esposa Julia (interpretada por Maria Ribeiro, esposa de Blat na vida real), Zeca valoriza muito mais a autopiedade do que o esforço em buscar solução para os seus problemas. Extremamente passivo (comportamento que atinge o seu auge diante da condição imposta pela amante na primeira relação sexual deles), sempre define suas ações a partir do que os outros personagens dizem, seja esposa, amante, diarista ou uma mulher bêbada num bar. A exceção é seu pai (Daniel Dantas), cujos conselhos são ignorados e até repreendidos. E por aí é estabelecido um contraste entre a frustração ligada aos homens e a determinação característica das mulheres no filme: enquanto Julia é competente e ambiciosa no seu trabalho e a dançarina Carol (a atriz argentina Luz Cipriota) sabe valorizar seu estilo boêmio de vida, Zeca e seu pai sempre reclamam, mas são conformados com o que fazem, além de usarem a bebida mais como catarse do que lazer. Festas e filmes parecem construir uma união entre as duas mulheres mais forte do que a ligação entre pai e filho, baseada no parentesco e no gosto pela literatura que ambos compartilham.

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Aliás, literatura e o ato de escrever constantemente são citados mais como pretexto para diálogos sobre a frustração do que como arte ou ofício. Zeca admira Rubem Fonseca. O esboço do seu livro parece inspirado em algumas histórias policiais do escritor mineiro, mas ele não aparenta possuir sensibilidade ou vocação para investir em tal carreira. Exemplo: no momento em que ouve a pergunta sobre a experiência de morar em Paris, responde apenas que lá faz frio, sem tom irônico ou cínico, como geralmente ocorre nas respostas de seu pai. E seu pretenso talento nunca fica claro, apenas é vislumbrado num texto de desabafo escrito quando era criança (e aparenta ter levado seu pai a acreditar que o filho levava jeito para a escrita). Não consegue tirar inspiração dos momentos de pesquisa, alegria, tristeza ou angústia. Porém, mais do que a incapacidade de escrever, seu verdadeiro incômodo é a ausência de mulheres para determinar suas ações, o que pode provocar até uma sensação de tranqüilidade, mas, sobretudo, inerte, como demonstra a última cena do filme. Com seus delírios visuais e suas confusões sobre mulheres e traição, a impressão que fica é que o protagonista talvez fizesse boa escolha se largasse a carreira de escritor e se dedicasse a roteiros de filmes. Sempre quebrando a quarta parede.

[UM FESTIVAL DE TRIBUTOS E NOVOS DESAFIOS]

>>> publicado originalmente na em Caras, em 09 de outubro de 2009.

[FESTIVAL DO RIO: A SÍNDROME DO "SEXTO SENTIDO"]

>>> postado originalmente no CineComFritas, em 05 de outubro de 2009.

[DANIEL DANTAS SE DESTACA EM 'HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90 MINUTOS']

. >>> postado originalmente no oglobo.globo.com, por Rodrigo Fonseca, em 04 de outubro de 2009. .

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[BRASIL X TURQUIA: dia de clássicos no festival do Rio]

>>> postado originalmente no Cinemmarte, em 04 de outubro de 2009.

[HISTÓRIAS DE AMOR DURAM APENAS 90MINUTOS]>>> postado originalmente em Artes e Subversão, em 04 de outubro de 2009, por Erika Liporaci.

[CAIO BLAT REALIZOU FANTASIAS COM A MULHER DURANTE FILME]

>>> postado originalmente em A tarde – Cultura, em 04 de outubro de 2009.


[O HOMEM CONTEMPORÂNEO NA VISÃO DE PAULO HALM]

>>> postado originalmente no Cine Encontro 2009 em 04 de outubro de 2009.

.O diretor Paulo Halm, a produtora Heloisa Rezende e os atores Caio Blat,Maria Ribeiro, Lucia Bronstein e Luz Cipriota conversaram hoje com uma platéia de cerca de 115 pessoas sobre o filme “Histórias de Amor Duram Apenas 90 minutos”. O crítico Luiz Carlos Merten mediou o debate.

Conhecido por seu trabalho como roteirista, Halm estréia na direção de longas-metragens. Ele afirmou que quis fazer um filme que dialogasse com o público e fosse ao mesmo tempo sensível e inteligente. Também disse não ter ficado preso a gêneros, misturando cenas cômicas e dramáticas. “O espectador já tem entranhado um repertório, sabe como ler os filmes”, explicou ele. Falou ainda que considera o constrangimento uma fonte de humor. “Não procuro a piada pela piada. Gosto de situações em que não é possível voltar atrás”, definiu.

O roteiro  foi escrito em 2002 em apenas 2 semanas. A única mudança significativa entre a história concebida há 7 anos e a versão visto na tarde de hoje, foi a troca da nacionalidade da personagem Carol. Originalmente ela era brasileira, mas isso foi modificado para que o filme participasse de um concurso de roteiros argentino. Por isso, coube à atriz portenha Luz Cipriota viver o papel.

O atores Caio Blat e Maria Ribeiro, casados na vida real, comentaram como foi viver um relacionamento em crise na ficção.“Tínhamos combinado que não viveríamos um casal na tela, achávamos uma coisa cafona. Mas, um dia o Caio chegou em casa com o roteiro na mão e disse que era fantástico e que eu precisava fazer o papel”, contou Maria. Além de atuar, os dois foram co-produtores do filme. “Não sei como o Paulo não ficou maluco, eu davapitaco em tudo, até na trilha sonora”, brincou Blat.

Paulo Halm contou que se interessa por personagens em ritos de passagem. Essa foi uma das características que atraíram Caio Blat para o projeto. Ele gostou de ver abordados no roteiro temas contemporâneos, como a estagnação dos jovens e o espanto dos homens diante da tomada de espaço alcançada pelas mulheres nos últimos anos. “O Zeca é um personagem movido pela contravontade, ele tem medo de fracassar e por isso fica parado. A juventude hoje fica paralisada com a sensação de que tudo já foi feito.”, concluiu o ator.

O próximo filme de Halm como diretor já está em andamento. Trata-se de uma história sobre três mulheres que se passa em uma terça-feira de carnaval. “É um filme mulherzinha, não tem nada ver com o Histórias de Amor”, concluiu.

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[PAULO HALM COMENTA A CARREIRA DE ROTEIRISTA E A ESTREIA COMO DIRETOR]

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RIO DE JANEIRO – A intensa atividade de Paulo Halm como roteirista em produções nacionais é mais do que evidente. Quatro filmes brasileiros que estão sendo exibidos no Festival do Rio têm roteiros assinados por ele. Na mostra competitiva da Première Brasil, “Sonhos Roubados”, de Sandra Werneck, leva roteiro seu, a exemplo de todos os longas-metragens de ficção anteriores da diretora, como “Pequeno Dicionário Amoroso” e “Amores Possíveis”.
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“A gente tem uma relação que já ultrapassou a fronteira da parceria, é uma amizade, com direito a brigas, rupturas, apaziguamentos, momentos de calma e de caos. Acho a Sandra uma diretora muito interessante, que sabe como poucos conjugar um senso comercial de cinema com projetos autorais, plenos de personalidade. E ela é sem duvida, a cineasta que mais me dá liberdade na concepção do roteiro” – comenta Halm sobre a relação amistosa que compartilha com Sandra Werneck há tempos.
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Foto: Paulo Halm e Caio Blat no set de “Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos”
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Também em competição, “Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos” é o primeiro filme de longa duração que tem não só roteiro, mas também a direção conduzida por Paulo Halm. Como se não bastasse, o prolífico roteirista ainda tem dois filmes com roteiro seu no festival: na categoria Hors Concours na Première Brasil, “Olhos Azuis” de José Joffily, e “Antes Que O Mundo Acabe”, de Ana Luisa Azevedo.
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Carreira sólida
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Halm começou a trabalhar com cinema nos anos 80. Depois de entrar no meio cinematográfico, percebeu que a melhor maneira de possuir uma situação econômica mais favorável do que a que teve na infância de poucos privilégios, seria escrevendo roteiros.
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“Como eu sempre escrevi, entendi que o setor da atividade cinematográfica no qual eu poderia render mais seria justamente escrevendo roteiros. Mas antes de virar roteirista eu fiz muita coisa, fui assistente de produção, assistente de direção, ralei muito em set. E paralelamente à atividade de roteirista, fui exercitando a direção, fazendo diversos curtas e documentários. De modo que eu chego à direção do longa não por acaso nem por sorte, mas dentro de uma sólida carreira profissional” – orgulha-se Halm.
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Em “Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos”, Zeca (Caio Blat) é um jovem escritor em crise, que sucumbe ao ócio com resignação, já que não consegue aproveitar seu talento. Casado com Julia (Maria Ribeiro), uma mulher decidida, vive momentos ruins no relacionamento e ainda é levado a creditar que ela o trai com outra mulher (Luz Cipriota).  Para dirigir essa história, Paulo Halm conta que não teve maiores dificuldades atrás da câmera.
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“Todo mundo que trabalhou no filme, técnicos com 50, 100 filmes nas costas, se admirava que justo um diretor estreante conduzisse tão bem o set e mantivesse tudo calmo e divertido. E eu dizia, ‘eu sou estreante na direção, mas trabalho nessa zorra há mais de 20 anos’. Tinha vezes que eu dizia o inverso: eu tenho cabelos brancos, mas tô me sentindo como um garoto que vive sua primeira experiência sexual, com algum medo, mas cheio de tesão. Então o filme é ao mesmo tempo maduro e completamente jovem.  No mais, eu tinha uma equipe fantástica, super competente e totalmente dedicada ao projeto” – celebra. (…) (Continue lendo esta matéria aqui)
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[NADA AO MESMO TEMPO AGORA]
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>>> publicado originalmente na Revista Domingo/JB, em 27 de setembro de 2009.

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[CAIO BLAT E MARIA RIBEIRO REPRESENTAM GERAÇÃO TALENTOSA QUE NÃO AMADURECE]

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>>> Postado originalmente no Cineclick, por Heitor Augusto,em 22 de julho de 2009.

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“Nosso herói, o Zeca, interpretado por Caio Blat, é um romântico incurável, quase um poeta do século 19 deslocado de seu tempo. Incapaz de tomar as rédeas de seu próprio destino, ele se deixa envolver por fantasias, por devaneios. Em suma, vive no mundo da lua, num mundo ideal como os das comédias românticas, onde sempre, invariavelmente, o final é feliz”. Assim Paulo Halm define o protagonista de Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, sua estreia como diretor de cinema após 18 anos como roteirista.
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Um filme que, na visão de Halm, tenta entender e analisar uma geração de jovens até os 30 anos que custam a crescer e dar o último passo no processo de amadurecimento. “Meu herói vive esse processo de forma tardia, mas com um agravante: durante a juventude nos é permitido sermos amadores. Quando nos tornamos adultos, recebemos uma carga de cobrança que na maioria das vezes age de forma paralisante, frustrante, traumática”, afirma o cineasta ao Cineclick. Zeca, um aspirante a escritor, vive esse paradigma entre a possibilidade de dançar no escuro com sua arte e as obrigações de um homem adulto. “Muitos acabam se acovardando ou ficando bloqueados entre o choque da realidade”, afirma Halm.
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Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos traz Caio Blat (Batismo de Sangue) como o quase adulto e Maria Ribeiro (Tropa de Elite) como sua esposa. Halm afirma que a escolha dos atores não foi embasada no fato de eles serem casados na vida real. “Nunca foi uma necessidade dramatúrgica que o casal do filme fosse necessariamente interpretado por um casal de atores, isso surgiu muito por sugestão do Caio, que propôs que a Maria fizesse a Julia, e com isso trazer para o filme a vivência deles como marido e mulher na vida real”. Ficam para o público as suposições. “Isto interfere mais no imaginário voyeurístico do espectador do que na trama e na filmagem em si”.
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Comédia romântica
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Mas por que as histórias de amor duram apenas 90 minutos, como indica o título do filme? “É uma brincadeira com a perenidade ou não do amor, da sua possibilidade restrita à fantasia e com o tamanho de um filme ideal, do ponto de vista comercial”, explica Halm. “Todo distribuidor e exibidor sonham com filmes com esta duração, que lhes permite cinco sessões diárias, e tempo suficiente pra exibir trailers, comerciais e ainda limpar a sala entre uma sessão e outra”.
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Apesar de ter um casal como protagonista e um terceiro elemento, a argentina Carol (Luz Ciprota), para abalar a relação, o diretor acredita que o rótulo “comédia romântica” limita a abordagem de seu filme. “O fato de ter escrito tanto Pequeno Dicionário Amoroso e Amores Possíveis, ambos da Sandra Werneck, e ter colaborado em Mais Uma Vez Amor, de Rosane Svartman, os três classificados dentro dos cânones da comédia romântica, deve me dar uma aura de especialista no gênero, que não tem nada a ver”. Halm também escreveu Olhos Azuis, recentemente premiado como Melhor Filme do Festival de Paulínia.
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O gênero “comédia dramática” é mais justo com o longa. “A vantagem do humor é poder dizer as piores crueldades e as mais duras verdades com um sorriso nos lábios”. Este humor permitiu ao herói do filme transitar entre o retrato de um garoto ora talentoso, ora mimado. “O Zeca feito com brilhantismo pelo Caio é ora doce, ora ríspido, é profundamente humano nos seus muitos defeitos e nas poucas, porém essenciais qualidades. E penso que o espectador irá se identificar muitas vezes com o Zeca e rir disso”, define Halm.
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O elenco de Histórias de Amor Duram Apenas 90 minutos ainda conta com Daniel Dantas (Caixa Dois), Lucia Bronstein (da série O Sistema) e uma pequena participação de Hugo Carvana – com quem Halm havia trabalhado em Casa da Mãe Joana.
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Outros fortes nomes do cinema nacional estão nos bastidores, como a diretora de arte Renata Pinheiro (diretora do premiado curta Superbarroco), o fotógrafo Nonato Estrela (Se Eu Fosse Você 2) e o músico André Morais (Os Desafinados) assinando a trilha.
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Com distribuição da Downtown e produção de Helô Rezende, o longa chega aos cinemas brasileiros em março de 2010. “Até lá, a ideia é passar o filme em alguns festivais, no Brasil e fora”, afirma o diretor.
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[GENTE BOA]
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>>> publicado originalmente na coluna “Gente Boa” de O Globo, assinada por Joaquim Ferreira dos Santos, em 10 de junho de 2009.
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[LIMITES AUTORIAIS GANHAM DESTAQUE NO FIM DE SEMANA]
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>>> publicado originalmente no “Caderno B” do Jornal do Brasil, em 10 de junho de 2009.
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[TODA NUDEZ SERÁ BEM-VINDA AO ODEON]
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>>> publicado originalmente em O Globo, em 10 de maio de 2009.
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